Por Dann Toledo
Como foi dito no primeiro artigo,
a esquizoanalise foi criada Guattari e Deleuze, sendo uma concepção da
realidade como um todo, desde as coisas mais simples, até as mais complexas,
tendo como responsáveis por toda a parte real, a produção e a realidade.
Era a década de 1970, envoltos
pelos ideais libertários que ainda pairavam sob o ar parisiense o filósofo e o
psicanalista, idealizaram essa nova corrente teórica, que mais tarde
influenciaria fortemente as vertentes da psicologia clinica no Brasil.
Essa então recém nascida teoria,
propõe uma substituição de conceitos psicanalíticos como a relação entre
Família e Neurose, por uma nova visão onde as relações institucionais, clínicas
e sociais são percebidas através da relação entre Capitalismo e Esquizofrenia,
trazendo uma nova forma de se enxergar conceitos como o desejo e o inconsciente sendo
respectivamente a produção e a usina, e não como dantes, onde eram
vistos como falta e teatro.
Dentro da esquizoanalise surgiram
novos conceitos, tais como rizoma, micropolítica,
transversalidade e corpo sem órgãos e
também um novo paradigma: O ético-estetico-politico.
Ela não é somente
uma pratica clinica, visto que sua intenção primordial é estabelecer o rizoma, que seria caracterizado como um
saber mais subterrâneo que para
Deleuze rompe com as barreiras da estrutura lingüística dos saberes.
Por fim a esquizoanalise vem para
romper com os padrões médicos onde seus diagnósticos por meio de códigos de
doenças, ainda formam a base da clínica médica e da psicologia clássica.




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