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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O LADO BOM DE SER ANSIOSO

Partindo do princípio de que tudo envolve uma dicotomia e consciente que sou da minha ansiedade, logo penso ok! A ansiedade é algo ruim, então vou descobrir o lado bom se ser ansioso!

Sabe-se que a ansiedade é proveniente de fatores biológicos, ambientais, comportamentais e psicológicos, onde tudo tem início com o turbilhão de pensamentos que invadem a mente de forma incontrolável, com consequências que afetam as relações sociais e familiares principalmente, assim como o sofrimento psíquico que se manifesta fisicamente e impacta a vida como um todo.

A pergunta que surge é: O que eu posso fazer para de alguma forma usufruir de algum benefício dessa ansiedade?

Encontrar uma forma de lidar com ela é canalizar essa energia psíquica para a criatividade, para promover a produtividade no trabalho, impulsionar à ação para algo que resulte em prazer e realização.

Vamos lá! Mude o foco! Fale para si mesmo: sou ansioso, mas isso não me prejudica em nada, pelo contrário, me move, me faz fazer acontecer!


Rosânia Guimarães
CRP: 01/11302
Formação: Psicologia
Instituição onde estudei: Uniceub – Brasília/DF
Especialização: -
Área de Atuação/Abordagem Teórica: Clínica/ Teoria Cognitivo Comportamental
Cidade onde atua: Brasília/DF

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DEZ TÉCNICAS PARA ALIMENTAR BONS PENSAMENTOS NAS CRISES DE PÂNICO

Você sente que as coisas não estão bem. A vista embaralha, o coração acelera, o medo toma conta. 
Suas mãos tremem, e você paralisa ali mesmo. Outra crise de pânico, que veio assim , sem pedir licença e tomou conta de você!



1. A primeira coisa a fazer e prestar atenção na sua respiração. Tente fazer uma respiração mais profunda. Respirar vai ajudar você a diminuir o stress e fornecer oxigênio ao cérebro. Ao puxar o ar conte até 4, guarde o ar dentro de você, conte até 4, e solte o ar contando até 4. Coloque seu foco em desacelerar!!! Repita essa respiração por 8 vezes no mínimo! Seu corpo vai entender que você não está em perigo, e vai começar a acalmar. Seus músculos vão relaxar mais, e seu pensamento vai começar a restabelecer uma clareza.

2. Busque outras coisas ao redor para distrair você. Observe pessoas, pense e cante mentalmente sua canção predileta, mude o foco do seu pensamento fazendo um esforço para se distrair, conte quantas pessoas ali naquele ambiente, quantas usam óculos, ou estão de tênis....Invente, crie formas de distrair sua mente concentrando-se em algo diferente!

3. Existe um relaxamento corporal que você pode fazer e que vai te ajudar a concentrar-se em algo diferente, e consequentemente relaxar seus músculos. Comece pelo rosto da seguinte maneira: contraia os músculos do rosto (isso vai dar uma careta bem feia), conte dez segundos e relaxe, faça o mesmo com a boca, os ombros, com os braços, com as pernas, com a pelve, e com os pés. Contraia o grupo muscular , segure por 10 segundos, relaxe, libere a tensão. Experimente! Você pode usar esse exercício quando a ansiedade estiver chegando!

4.Imagine o contrário daquilo que dá medo. Se você está ansioso e com medo de uma prova por exemplo, imagine como será sua alegria depois da vitória, imagine você comemorando e contando seu sucesso para as pessoas. Assim você estará trocando seus pensamentos disfuncionais (negativos) por pensamentos funcionais (positivos), e isso vai ajudar demais você. Afinal é muito melhor pensar coisas boas, e imaginar situações de sucesso não é?

5. Faça as pazes com sua imaginação. E então imagine um lugar bonito, um lugar que te traz paz, calma, ou alegria. Esse exercício pode ser feito de olhos abertos ou fechados. Você vai colocar muitos detalhes nessa cena, e aos poucos vai enriquecendo esse lugar com mais e mais detalhes para que sua imaginação fique tomada de coisas leves e boas. Você estará fazendo uma imaginação guiada.

6. Faça um debate com você mesmo e questione seus medos! Ok, você está ansioso! Mas... Esse perigo é verdadeiro mesmo? Ele está aqui e agora? Ele foi gerado pela sua imaginação? Assim, você pode ser compreensivo com você, e reconhece se ha perigo real ou se essa ameaça e fantasiosa. Fazendo assim, você aciona seu lado mais racional, e vai perceber o quanto esse medo foi criado, e não necessariamente existe naquele momento!

7. Mude de atividade. Sentiu que a ansiedade aumentou....procure mudar o que estava fazendo para distrair sua mente e gastar a energia do corpo, colocando tudo em movimento. Se for possível ocupar-se nesse momento com algo que lhe faz bem , será ótimo. Exercício físico, jardinagem, artesanato, pintura, fotografia, dança, música,....

8.Ja pensou em registrar o que você sente? Escreva textos que mostrem um pouco o retrato desses medos. Pense o que levou você a ter medo e assim vai descobrir porque aquela crise naquele momento! A escrita ajuda muito a racionalizar as emoções , no caso o medo, e ajuda você reagir com mais razão em uma outra situação. Isso pode mudar seu comportamento diante do medo. Você ganha mais força e controle sobre ele!

9. Movimentar-se, fazer exercícios físicos são boas alternativas para aumentar seu bem estar. Procure um exercício que você tenha prazer em realizar, pode ser caminhada, yoga, corrida ou natação...Isso depende do seu perfil,mas arrume um tempo pra você!




10.Invista em você, nas pessoas que você ama, e que amam você para buscar apoio. Em crises ligue, procure por eles, converse. É muito bom sentir-se acolhido nesses momentos de mais fragilidade.

Procure ajuda psicológica para entender melhor sobre suas crises e como ter maior controle sobre elas. Na terapia você vai se compreender, e ao mesmo tempo descobrir formas de autocontrole. Se seus sintomas estiverem intensos e frequentes, você necessita de ajuda psiquiátrica, sendo assim , busque um médico para acompanhar você, fazer a dosagem e a escolha dos melhores medicamentos. 

Lembre-se que o controle das suas crises, depende da escolha dos caminhos certos.



Denise Franco
Psicóloga
CRP:06/61310
www.facebook.com/cultivandoequilibrio

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

AUTOCONTROLE?

Sofrimento pela falta de autocontrole

Você está discutindo com alguém e seu nível de estresse está elevado. E quando percebe você já falou aquilo que não deveria ter dito. Você chegou a pensar antes de falar, mas o autocontrole não foi acionado a tempo e pronto: você já disse!
Momentos depois você conclui que poderia ter dito de forma mais adequada… e então a consequência: a culpa. Sentimento que faz com que o problema se torne ainda maior.
Comer em excesso, fumar demasiadamente e fazer compras compulsivamente também podem estar relacionados com a falta de autocontrole. Constantemente recebemos em consultório pacientes falando sobre seu sofrimento relacionado à falta de autocontrole, questionando como devem agir diante de situações difíceis como essas, que parecem ser mais fortes que si.

Como ter autocontrole

Um dos fatores para uma terapia efetiva é a capacidade do paciente em colocar seus comportamentos sob seu próprio controle. O autocontrole é um padrão de comportamento que é adquirido ao longo da vida, contudo a terapia orienta o cliente a se expor a novas experiências, modificando as consequências do comportamento do individuo. Controlar as palavras e as atitudes está muito além do que apenas planeja-las, mas também experimenta-las. Acima de tudo ter autocontrole é identificar seus comportamentos, conseguir observa-los e perceber o efeito sobre os outros.

Porque as pessoas não se importam em não ter autocontrole

Obter ganhos com a falta de autocontrole também é comum em diversas áreas da vida. Muitas vezes as pessoas elogiam os indivíduos que criticam outras pessoas ou que falam em excesso. Ir ao bar fumar e beber pode fazer com que o individuo obtenha ganhos sociais. Fazer compras e obter ganhos, como o alivio e a sensação de prazer, são exemplos da relação autocontrole e consequência.
Muitas pessoas não sabem como agir ou como falar sobre suas vontades. Dessa forma fica mais difícil para identificar as consequências de suas atitudes. A distância e a falta de interesse das pessoas a sua volta faz com que o individuo tenha efeitos motivacionais muito difíceis e causadores da tristeza.
Saber se relacionar e se controlar não tem apenas uma função de julgamento do seu desempenho, mas também do relacionamento relativo ao quadro social. No momento em que seu autocontrole está violado, as criticas se tornam maiores, a distância de algumas pessoas queridas e brigas entre elas são motivos para o individuo se deprimir. Neste momento, é importante o individuo perceber a necessidade de mudanças. E que o primeiro passo é adquirir autocontrole.

Terapia para ter mais autocontrole

Na terapia diversas técnicas são usadas para que o individuo aprenda a desenvolver o comportamento de autocontrole. O terapeuta sempre oferecerá formas de mudar a execução de um comportamento para que o cliente obtenha consequências positivas. Aprender a obter ganhos mesmo com o autocontrole e perceber os ganhos sociais e consequências de prazer em outras áreas da vida são assuntos que podem ser desenvolvidos ao longo do processo terapêutico.
Controlar a si mesmo é conhecer novas formas de ações, visualizar de fora como agir de forma positiva dentro de suas relações.
Autora:  (Psicóloga CRP 06/109800)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SOBRE O MEDO

Durante toda a nossa vida o medo aparece em diversos momentos e situações. Na história da humanidade, ele foi e tem sido importante para sobrevivermos e evoluirmos. Atualmente ele ainda exerce essa função, nos fazendo dirigir com cuidado, na dedicação ao estudar para provas, na preparação adequada para uma apresentação e no cuidado que tomamos ao atravessar uma rua, além de diversas outras situações que poderíamos enumerar aqui.

Quando o medo se torna um problema?

Existe uma dosagem de medo adequada, considerada “saudável”. Se temos pouco medo nos descuidamos e o perigo aumenta. E se temos medo em demasia deixamos de fazer as coisas, o que traz enormes prejuízos às diversas áreas de nossa vida (profissional, social, e/ou conjugal).
Quando o medo é demasiado ou irracional ele pode se transformar no que chamamos de transtorno ansioso. A ansiedade e o medo proporcionam uma sensação parecida, porém o primeiro aparece sem que exista realmente um perigo ou ameaça. Pessoas que sofrem com esse medo ou ansiedade acabam tendo comportamentos de evitação, ou seja, evitam entrar em contato com aquilo que lhe causa medo.
Elas desenvolvem uma série de sintomas físicos e psicológicos como:
  • Taquicardia;
  • Falta de ar;
  • Tremores;
  • Sudorese;
  • Tonturas;
  • Grande necessidade de urinar ou evacuar;
  • Nervosismo;
  • Dificuldade de se concentrar;
  • Irritabilidade;
  • Insegurança;
  • Insônia.

O que fazer se o medo começou a atrapalhar minha vida profissional, social ou conjugal?

A terapia comportamental pode ajudar pessoas que sofrem nessas situações, ensinando técnicas que serão aplicadas nas sessões ou em casa, e que buscam como resultado a diminuição dos sintomas físicos e psíquicos. E com isso possibilitando com que a pessoa volte a desempenhar suas atividades com tranquilidade e sem temor.
Autora:  (Psicóloga CRP 06/98165)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

AUTOCONFIANÇA

A autoconfiança e a autoestima são muitas vezes interdependentes, mas basicamente sua diferença é que a primeira você vai adquirindo conforme suas ações vão dando bons resultados. À medida que você tem um problema, faz algo a respeito e alcança um bom resultado, fica satisfeito com isso e sua autoconfiança aumenta. De modo geral ela independe da aprovação do outro. Já a autoestima está ligada a aprovação de terceiros. Ela vai se desenvolvendo inicialmente durante a infância pelos nossos pais, quando estes nos elogiam, por exemplo. E pode ser prejudicada ao longo da vida pelo excesso de críticas e pela falta de atenção.
A falta de autoconfiança está associada a sentimentos de medo e ansiedade, e tais sentimentos podem causar grande sofrimento para a vida de uma pessoa. Já pessoas com autoconfiança são pessoas seguras, confiantes. Essas pessoas têm iniciativa, pois ao longo da vida aprenderam a resolver problemas de maneira efetiva e sem buscar a ajuda do outro. Essas características são muito importantes não só na vida pessoal como na vida profissional também. Passar segurança, confiança e demonstrar iniciativa pode fazer com que um profissional ganhe destaque dentro da empresa e pode gerar frutos como uma promoção. Essas são características muito exigidas em cargos de liderança.
A autoconfiança muitas vezes vai se perdendo quando temos determinadas ações e comportamentos e eles não dão o resultado esperado, não nos permitindo solucionar os problemas.
Como podemos trabalhar isso na psicoterapia comportamental?
O psicoterapeuta vai ajudar o paciente a avaliar os comportamentos que o mesmo está tendo, e o porquê de ele não estar obtendo o resultado desejado, para que após isso o paciente possa adquirir um novo repertório de comportamentos que gerem melhores resultados. Na terapia também serão trabalhadas as questões das falhas e como lidar com as frustrações geradas por elas. Além disso, como dito anteriormente no texto, muitas vezes a autoconfiança e a autoestima estão interligadas, portanto a psicoterapia também dará muita atenção a essa relação.
Autora:  (Psicóloga CRP 06/98165)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

VOCÊ SABE O QUE É ONIOMANIA?

COMPRAS COMPULSIVAS


Você se acha com problemas relacionados a compras compulsivas?

Você já parou para pensar por que comprar? Alguns compram por necessidade, outros por diversão, moda, status e por causa dos apelos do mercado. Porém, existem aqueles que compram puramente pelo prazer de comprar, sem levar em consideração a utilidade ou necessidade do objeto/coisa. Estes são chamados como compradores compulsivos.
Compras compulsivas, ou oniomania, é caracterizado pelo desejo intenso, urgente e comportamentos excessivos relacionados ao comprar e ao gastar dinheiro, o que pode acarretar em diversas consequências, como problemas financeiros e jurídicos, sofrimento psíquico (ex.: depressão, culpa, ansiedade) e conflitos interpessoais.
Compradores compulsivos geralmente compram para se sentirem melhores e mais felizes, o ato de comprar vira um amortizador da ansiedade e depressão, por exemplo. Este tipo de atitude comportamental e impulsiva afeta mais as mulheres do que os homens, e normalmente gasta-se muito dinheiro com coisas completamente desnecessárias. Ah, e quanto mais caro for o objeto, mais prazer é sentido!
Algumas perguntas podem ajudar na identificação da síndrome da oniomania. Veja abaixo:
  • Você se preocupa excessivamente com o ato de comprar/gastar dinheiro?
  • Você acaba comprando mais do que fora anteriormente programado?
  • Você gasta muito tempo pensando/planejando/desejando comprar?
  • Percebe que compra mais em épocas onde se sente mais triste ou ansioso?
  • Tem dificuldade em resistir à compra de um objeto?
Caso você tenha se identificado com algumas dessas questões saiba que tem tratamento psicoterapêutico, os quais o ajudam a descobrir as causas e tratá-las. Estudos recentes na área da psicologia mostram que a terapia cognitivo-comportamental apresenta resultados eficientes e duradouros no tratamento de compras compulsivas e outras doenças.
Autora:  (Psicóloga CRP 06/79450)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

AMOR PATOLÓGICO - SINTOMAS E TRATAMENTO

Amor Patológico: Quando o amor vira doença?

Todos nós precisamos de amor ao longo da vida, mas nem sempre o relacionamento amoroso é fonte de felicidade e prazer.
Na verdade, pode vir a ser a fonte de desprazer e trazer consigo muito mais angústias e temores.
Vale ressaltar, o amor patológico é voltado para o relacionamento amoroso onde o indivíduo pode ter estabelecido, sob a perspectiva da psicologia, um vínculo patológico com o parceiro.

O que é Amor Patológico?

O amor patológico é o comportamento excessivo de prestar cuidados e atenção ao parceiro, de modo que o indivíduo abandona atividades e interesses anteriormente valorizados.
O indivíduo passa a viver exclusivamente para o objeto de afeto, tendo condutas/comportamentos sufocantes com a esperança de receber de volta todo o carinho e atenção doados. Portanto, ao perceberem que dão mais do que recebem, ficam tristes e sofrem. Este tipo de comportamento, quando intenso e feito de forma repetida e com pouco ou nenhum controle, acarreta prejuízos na vida pessoal, profissional, social e o convívio com familiares.
O amor patológico pode ocorrer sozinho, “puro”, ou juntamente com quadros depressivos, ansiosos e de personalidade dependente.
Existem alguns sintomas e critérios diagnósticos que ajudam na identificação do transtorno, quais sejam:
  • abstinência: sinais e sintomas que a pessoa sente quando está longe emocional e fisicamente do parceiro ou ainda corre risco de abandono. Tais como taquicardia, tensão muscular, insônia, sudorese etc;
  • sensação de que está cuidando do parceiro em quantidade e intensidade maior do que inicialmente pretendia;
  • fracasso nas tentativas de reduzir ou parar prestar a atenção ao parceiro;
  • ciume excessivo, a ponto de despender um grande gasto de energia, empenho pessoal e tempo, focando no controle das atividades do parceiro;
  • abandono de objetivos, atividades, realizações pessoais e interesses, vivendo em função da vida do parceiro;
  • dado todo o prejuízo na qualidade de vida decorrentes deste comportamento, o indivíduo não consegue mudar sua conduta.

Como Tratar Amor Patológico

A psicoterapia é indicada para o desenvolvimento de habilidades mais saudáveis na maneira de amar, assim como são trabalhados os sentimentos de raiva e tristeza, entre outros que possam coexistir.
Tanto a terapia individual quanto a terapia de casal são indicados. Lembrando que quem está envolvido num relacionamento não-saudável também precisa de ajuda.
*Lembrando que o fechamento do diagnóstico deve ser feito somente por um profissional habilitado.
Autora:  (Psicóloga CRP 06/79450)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

FALANDO SOBRE AUTISMO

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que tem sido cada vez mais discutido não apenas no meio acadêmico, mas também na mídia. Atualmente, fala-se em transtornos do espectro do autismo (TEA), que englobam desvios caracterizados por um comprometimento na capacidade da criança de estabelecer contato e de interagir, de responder aos estímulos sociais e na comunicação verbal e não verbal. Devido à diversidade de sintomas encontrados no grupo dos TEA’s, hoje utiliza-se o termo espectro autístico.
A clínica do autismo é complexa e diagnosticar o transtorno é o passo inicial para que o tratamento tenha resultados positivos. Recomenda-se sempre a atuação de uma equipe multiprofissional, que tenha conhecimento sobre o desenvolvimento psíquico infantil. Nesse universo, a Psicanálise tem contribuído na detecção precoce dos sinais autísticos e também no atendimento de bebês e crianças que apresentam problemas de desenvolvimento.
Quem quiser saber mais sobre o que caracteriza o transtorno, quais os sinais comuns, o que fazer quando há suspeita de autismo, tratamentos e melhoras no quadro, entre outras questões, vale ler a entrevista que segue abaixo, realizada pela psicanalista Luciana Saddi com a psiquiatra e psicanalista Elisabeth Lordello Coimbra, especialista no assunto.
1. O que se passa com uma criança com autismo?
Inicialmente a criança tem dificuldade em estabelecer uma ligação afetiva com os pais e com as pessoas à sua volta, geralmente demonstrando interesse pelas coisas, principalmente as que estão em movimento. O primeiro sinal observado costuma ser o fato de que a criança não aprende a falar ou fala pouco e repete sons ou palavras isoladas. Pode apresentar agitação e movimentos repetitivos de parte do corpo, ou do corpo inteiro, voltando-se para estes estímulos e retirando-se do convívio e apresentando prejuízo no seu desenvolvimento.
2. É possível traçar uma linha comum quando se fala em um quadro de amplo espectro? Há graus diferentes de acometimento?
A linha comum se baseia nos sinais descritos acima: desenvolvimento prejudicado pela falta de contato afetivo, dificuldade ou atraso na fala e autoestimulação. Sim, há graus diferentes de acometimento, com os sinais se apresentando de forma tênue, até graus muito acentuados, com maior prejuízo ao desenvolvimento da criança. Além disso, os sinais descritos podem se acompanhar de outras manifestações, como por exemplo, não olhar nos olhos, não brincar, ter sensibilidade a ruídos e aparentar não sentir variações de temperatura.
3. Quais os sinais que nos levam a suspeitar que uma criança sofra de autismo?
Os sinais são estes já descritos: falta de contato afetivo, prejuízo no desenvolvimento da fala e os movimentos corporais. O importante é que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Ele pode ser feito mesmo em bebês que interagem pouco com os pais, por mais que eles se empenhem para promover o contato afetivo.
4. Quais medidas podem ser adotadas diante de uma suspeita dessas?
A família, ao notar ou ser alertada para uma suspeita de autismo, deve conversar com o pediatra e os professores, para verificar se a suspeita se confirma. Em caso positivo, como a questão central do autismo tem a ver com o problema das ligações afetivas, o profissional a ser procurado deve ser da área emocional.
5. De acordo com a visão médica oficial o autismo não tem cura, mas tem tratamento? E qual o tratamento mais adequado?
A medicina se dedica ao estudo das doenças e de acordo com o ponto de vista médico, o entendimento acerca do diagnóstico fica mais restrito e o prognóstico mais limitado. Nós, psicanalistas, não ignoramos o diagnóstico, mas trabalhamos com a saúde, com a possibilidade individual de cada criança em retomar seu desenvolvimento. A oportunidade que este blog nos dá é importantíssima, pois podemos apresentar informações que não circularam na mídia televisiva. É necessário que os pais sejam informados que há esperança com o tratamento psicanalítico, frente à perspectiva da possibilidade de retomada do processo do desenvolvimento de seus filhos, que está prejudicado.
6. Temos como avaliar qual criança responderá melhor ao tratamento? Quais são os indícios de bom prognóstico?
Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o atendimento melhores serão as chances de bons resultados. Evidentemente a criança cujo desenvolvimento não estiver por demais prejudicado, responderá melhor. O atendimento psicanalítico precoce poderá se contrapor às forças a favor da manutenção dos mecanismos repetitivos corporais, fato que estimula o uso do corpo e dificulta o desenvolvimento da vida mental da criança. Fundamental para a boa evolução do tratamento é contar com a colaboração dos pais.
7. E em relação aos pais, qual a atenção que se dá aos pais de uma criança autista?
Elizabeth: A atenção aos pais é um dos aspectos importantes, pois geralmente esses pais chegam muito enfraquecidos em suas funções paternas e também desiludidos, após peregrinarem por consultórios de vários especialistas. É importante construir junto com eles o entendimento do que se passa com seu filho e ajudá-los a desenvolver a continência emocional que a criança e eles tanto necessitam, para lidarem melhor com as dificuldades que enfrentam.
8. Quais as dificuldades com a escolarização? É recomendada a inclusão?
As crianças autistas apresentam, além da dificuldade de relacionamento afetivo, um importante prejuízo no seu desenvolvimento simbólico, ou seja, têm um funcionamento muito preso ao concreto, e necessitam ajuda para construírem um vínculo com o aprendizado. A inclusão é recomendada devido à qualidade da atenção e disponibilidade afetiva que elas demandam.

*Elisabeth Lordello Coimbra é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), psicanalista de crianças e adolescentes pela IPA e Coordenadora da Diretoria de Atendimento à Comunidade da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
*Luciana Saddi é psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DEPRESSÃO E PSICANÁLISE

Para a Psiquiatria, a depressão é uma alteração do humor caracterizada por tristeza profunda, acompanhada de apatia, desânimo, inapetência, desinteresse sexual e pela higiene, insônia e um sentimento de falta de sentido na vida. Esses sintomas podem ou não se alternar com seus contrários: humor exaltado, denominado “mania”, ou em grau mais leve,hipomania. Se por um lado os sintomas depressivos nos fazem sentir pesados e pesando aos que convivem conosco, os de mania nos fazem sentir ótimos, não necessitando de nenhum tipo de ajuda, o que, entretanto já não se dá com os familiares, que podem perceber certas inadequações, falta de limites, gastos exagerados e assim por diante.
Esses quadros nos levam a perguntar: se eu tenho esses sintomas, sou doente? Estou doente? O que se passa comigo?
A Psicanálise traz sua contribuição no sentido de pensar estas questões.
Embora não seja claramente detectável, há sempre um evento desencadeador dos sintomas, que pode ser um sentimento de perda, de luto. Às vezes ele pode passar despercebido, mas está lá.
O que acontece é que cada vivência desse tipo em nossas vidas “engancha” em outras anteriores, ainda que possamos não nos dar conta disso, potencializando cada uma delas.
É importante distinguir quando se trata de tristeza como resposta ajustada a situações normais de vida, mas que cada vez mais temos dificuldade de conviver. Infelizmente, estamos cada vez menos “preparados” para suportar os sentimentos de tristeza pois além de os evitarmos, estamos muito frequentemente em busca do prazer, da satisfação e da preferência imediata.
Pode parecer estranho, mas é muito comum em adolescentes sentimentos depressivos, pelo luto, um luto difícil de fazer diante da perda do corpo infantil, das vivências e expectativas da vida de criança que, comparadas às novas e complexas expectativas do mundo adolescente, eram familiares e administráveis pelo jovem.
Também parece estranho falar que mães que recentemente tiveram seus bebês, acolhidos com muito amor, também vivam sentimentos de luto – e elas vivem! Isto porque, além de muitas mudanças hormonais, o estado de humor da gestante vai sofrendo modificações: parece que toda sua vida se lentifica, seu foco de atenção vai se estreitando em torno de tudo o que diz respeito ao seu bebê, o que é muito interessante no sentido de colocar a mãe em sintonia com ele, favorecendo que lhe ofereça os cuidados que necessita.
Após o nascimento, a mãe se depara com o vazio no seu corpo, com as demandas do bebê, com os confrontos entre o bebê que havia imaginado e com o bebê real, que agora ocupa tanto espaço na sua mente e na sua vida.
Consideramos tanto essa ‘depressão’ pós-parto como a ‘depressão’ adolescente uma depressão normal. Isso não quer dizer que desconsideremos a ocorrência de quadros com características muito intensas, com enorme prejuízo para a vida da mãe ou do adolescente, ou de qualquer pessoa, e que demandam então uma atenção especial.
Nos casos de depressão em adolescentes, deve-se prestar muita atenção aos sinais que possam indicar algum risco de suicídio, especialmente se além do isolamento e dos sintomas já mencionados, surgirem também outros sintomas, tais como ideias estranhas, ou mesmo delirantes, acompanhadas ou não de alucinações.
No caso de crianças, para as quais costumamos ter a visão idealizada da “infância feliz”, muitas vezes fica difícil detectar sintomas depressivos. Crianças deprimidas podem ser vistas como crianças boazinhas e quietinhas, obedientes e tímidas. Por outro lado, as crianças com manifestações hipomaníacas podem ser confundidas com crianças decididas, ativas, bem resolvidas.
O que se passa é que vivências de perda provocam a necessidade de elaboração do luto, processo no mais das vezes difícil de conviver, muito sofrido para quem o vive e também difícil para as pessoas próximas suportarem. Desse modo, lançamos mão de mecanismos de defesa contra o sofrimento, sendo que a exaltação de humor, a já mencionada “mania” ou hipomania, é uma das formas de nos defendermos, de tentarmos não entrar em contato com nossas dores.
O problema é que tais defesas prejudicam o trabalho de luto, prolongando e até cronificando os sentimentos de perda, podendo acarretar em prejuízos para o desenvolvimento da criança e mesmo para o adulto conseguir encaminhar sua vida com maturidade.
Assim sendo, é muito importante que estejamos atentos aos sinais que possam indicar que uma tristeza deixou de ser algo “simples” e passou a se intensificar, afetando nossas vidas ou de alguém de nosso convívio.
Pode-se buscar tratamento psicoterápico, psicanalítico e mesmo em alguns casos pode haver a necessidade de administração de medicamentos como recurso auxiliar.
As famílias que ajudam seus membros a enfrentar, conviver e a superar perdas podem muitas vezes se ver diante de limites. Daí a necessidade de ajuda especializada, o que não deixa de ser também uma forma de demonstrar amor.
Onde buscar ajuda:
1. Centro de Atendimento Psicanalítico (CAP) – ligado à Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)
Rua Sergipe, 441 – Conj. 62 e 51
Higienópolis – São Paulo/SP – CEP: 01243-001
Telefone: (11) 3661 9822

2. Clínica Psicológica “Durval Marcondes” do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP
Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – Bloco D
Cidade Universitária – São Paulo/SP – CEP: 05508-030

Telefone: (11) 3091 8248 e  (11) 3091 8223
Endereço Eletrônico: clinica@usp.br

3. Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae
Rua Ministro Godoi, 1484
Perdizes – São Paulo/SP – CEP: 05015-900
Secretaria da Clínica: Telefone: (11) 3866 2735 ou (11) 3866 2736
Fontes: Maria Thereza de Barros França – psicanalista e membro da SBPSP

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

TOC - RITUAIS, MANIAS E APRISIONAMENTO

Rituais e manias, em alguma medida, fazem parte do nosso dia a dia e o ideal é que sejam formas de nos ajudar com a organização da rotina, das nossas tarefas, ou mesmo no trabalho. Mas pode não ser sempre assim. A partir do momento em que tais comportamentos tornam-se imperativos e controlam a vida do indivíduo, causando sofrimento e prejuízo em sua vida social e emocional, podemos estar diante de um transtorno grave, que requer tratamento. Confira na sequência mais informações sobre transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), e sinta-se à vontade para deixar comentários e dúvidas.
Transtorno Obsessivo-compulsivo: rituais, manias e aprisionamento.
O Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como TOC, é um Transtorno  Mental caracterizado pela presença de ideias estranhas e incontroláveis que atormentam incessantemente o sujeito, e pela constante luta contra esses pensamentos. Há também compulsão a realizar atos indesejáveis, rituais esconjuratórios e um modo de pensar ruminante. Pensamentos mágicos e dúvidas que levam à inibição do pensamento e da ação, também fazem parte do quadro (esses pensamentos dominam as ações da pessoa e impedem que ela se comporte livremente).
Segundo a psicanalista Luciana Saddi, membro da SBPSP, nas primeiras iniciativas de se estudar os transtornos mentais, entre 1894 e 1895, a neurose obsessiva foi isolada por Freud de outros sintomas psiquiátricos. Naquele momento, Freud compreendeu-a como um quadro psiquiátrico autônomo e independente, pertencente à família das psiconeuroses. Na época, os médicos consideravam que era uma degeneração e que o quadro era incurável.
De acordo com ela, atualmente, na Psicanálise, fala-se em uma estrutura mental obsessiva ou em traços obsessivos de personalidade e a formação dos sintomas ocorre quando conflitos irremediáveis, recheados de afetos intensos e simultâneos de amor e ódio surgem e, por algum motivo, não se resolvem. Diante disso, nasce a necessidade de controlar a vida pulsional e desviar a sexualidade e a agressividade para fins aceitáveis. Mas, como é característico das formações sintomáticas, o ‘tiro sai pela culatra’ e a defesa se torna adoecimento. No caso desse transtorno, os mecanismos de defesa mais evidentes são: o deslocamento de afetos para ideias distantes das que originaram o conflito e o isolamento, que quebra as conexões do pensamento, e desliga o sujeito de sua própria história e de seus afetos.
Segundo a psiquiatra e psicanalista Suzana Grunspun, esse é um dos transtornos mais prevalentes na população e considera-se que sua variabilidade clínica e diversidade de sintomas são fatores complicadores de diagnóstico. Isso preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS), pois o TOC é considerado uma doença incapacitante.
Desde a década de 50 a Associação Psiquiátrica Americana publica o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, cujo objetivo é fornecer uma fonte segura e científica para fundamentar a pesquisa e a prática clínica. A psiquiatria preconiza a identificação de sintomas, segundo as normas estabelecidas pelo manual DSM V, para fins de diagnóstico e para o tratamento dos pacientes. A psiquiatria não se dedica tanto, como a psicanálise, à compreensão dos aspectos emocionais que podem estar subjacentes ao quadro estabelecido.
No DSM V, o TOC é descrito pela presença de obsessões, compreendidas como pensamentos repetitivos e persistentes, imagens ou impulsos e/ou compulsões que são comportamentos com rituais repetitivos ou atos mentais, nos quais a pessoa se vê obrigada a fazer em resposta a uma obsessão. O psiquiatra, baseando-se na presença quantificada  de obsessões e/ou compulsões e a partir de critérios estabelecidos, proporá o diagnóstico. Atualmente, existem medicamentos indicados para o tratamento, que devem ser prescritos com rigor e que ajudam no alívio dos sintomas. Isso reduz a carga de sofrimento do indivíduo e propicia uma melhora em sua qualidade de vida.
Mas como a Psicanálise compreende o TOC?
Como se sabe, a noção de inconsciente é fundamental na Psicanálise e, segundo Luciana Saddi, no núcleo desse sofrimento e desse conjunto de sintomas está a imperativa necessidade inconsciente de controlar. Controlar afetos indesejados, ideias que podem surgir de repente causando desordem ao sujeito e impulsos de natureza sexual ou hostil que perturbam a ordem estabelecida. Se juntarmos a necessidade de controle com o pensamento mágico e acrescentarmos, nessa equação, a confusão entre desejo e ação, teremos todos os ingredientes para a estrutura mental obsessiva.
Além do tratamento com medicamentos, também a análise pode contribuir para a melhora dos sintomas. Analista e analisando trabalham no sentido do surgimento de um saber singular sobre o sujeito em análise. Trata-se, assim, de identificar as entranhas que dão suporte aos sintomas, aquilo que está na base dessas defesas. Procurar eventuais explicações sobre como se formam tais pensamentos e afetos que geram os sintomas não é, na Psicanálise, o foco do tratamento. O discurso do paciente revela uma verdade intrínseca a ele e o trabalho de análise oferece uma oportunidade única: o analisando pode ser escutado por alguém que não participa de sua vida familiar e que não deseja lhe impor nenhuma verdade ou saber pronto. O analisando pode falar e se escutar ou se calar. O espaço é livre de obrigações e performances, e a ideia é que, por meio de trocas e experiências que só dizem respeito àquela dupla, seria possível chegar aos núcleos inconscientes que mantém os sintomas ativos.
Em relação à cura, sim, ela pode ser alcançada em muitos casos. Em outros, trabalha-se em busca do abrandamento dos sintomas, para que o sujeito possa seguir com sua vida, sem tantos prejuízos. O importante é que as pessoas busquem ajuda, pois existe sim tratamento, tanto do ponto de vista psiquiátrico como psicanalítico. Se vai haver a supressão total da sintomatologia, ou apenas seu abrandamento, é impossível saber de antemão. O que se sabe é que atualmente as ciências da área da saúde dispõem de recursos que se complementam e que não só podem como devem ser utilizados em conjunto, buscando o alívio do sofrimento e a recuperação da energia de vida que os transtornos mentais subtraem dos indivíduos.
Fontes:
Luciana Saddi – mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, psicanalista e membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).
Suzana Grunspun – psiquiatra, psicanalista e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

TREINAMENTO PARA ACABAR COM O ESTRESSE


O que é estresse (ou stress)

Estresse (ou stress) é um instinto. O corpo reage quando se depara com uma ameaça real ou imaginária. A pressão arterial sobe, a freqüência cardíaca aumenta, a respiração fica ofegante, os músculos ficam tensos, dá dor de barriga. Observem que eu disse ameaça real ou imaginária, você pode tanto estar sendo atacado por uma pessoa furiosa como pode estar imaginando que o namorado vai romper com você – pois você “percebeu” que ele está com um ar distante, ou imagina que o chefe vai te demitir porque esta semana ele te cobrou mais do que o normal. Independente de estas situações serem verdadeiras, se te passou pela cabeça que seu chefe vai te demitir o corpo acredita, e acreditando começará a reagir como se fosse verdade. Na realidade seu cérebro não sabe o que é real, tudo o que você pensa, como o que você vive de fato, é percebido pelo cérebro como realidade.
A repetição dessa reação do seu corpo ao estresse faz com que você produza hormônios que podem ser perigosíssimos, podem desencadear desde uma simples dor de cabeça como infarto.

Sintomas relacionados ao estresse (stress)

Os sintomas psicológicos podem ser: ansiedade, tensão, confusão, irritabilidade, frustração, ira, ressentimento, hipersensibilidade, você fica muito reativo, passa a ter dificuldade na comunicação com as pessoas, se afasta das pessoas, e o pior, se sente isolado, insatisfeito com o trabalho, com a vida, aparece a fadiga mental, prejuízo do funcionamento intelectual, perda da concentração, da espontaneidade, da criatividade e da auto estima. Enfim, você se odeia!
Os sintomas físicos do estresse: Aumento da pressão sanguínea, problemas gastrointestinais, fadiga física, sudorese, problemas de pele, dor de cabeça, distúrbios do sono, etc. Comportamento do estressado.
Sintomas comportamentais do estresse são: “Deixar para amanhã”, evitação do trabalho, você fica menos produtivo, uso e abuso do álcool e drogas tanto legais como ilegais, come em excesso, o que leva a obesidade, ou come muito pouco, depende de cada pessoa, a que costuma ter pouco apetite, em estresse esse apetite some de vez, quem tem mais apetite vira um leão pra comer, e em casos de estresse mais graves pode acontecer até tentativa de suicídio.

Estresse interno e estresse externo

O estresse (ou stress) pode vir de fora de, como por exemplo problemas com a família, trabalho, amigos, ou pode ser interno, quando se luta com um conflito emocional, por exemplo, quando a pessoa se impõe a padrões muito elevados, só se aceita se estiver tudo perfeito em sua vida, sofre um estresse que ela mesma criou. Outros conflitos emocionais são as ansiedades, frustrações, angustias, mágoas, decepções, raivas, etc.

Conseqüências do estresse (stress)

O principal hormônio envolvido nesse processo é o cortisol. Quando o estresse é passageiro a produção do cortisol é pouca, o suficiente apenas para te deixar alerta, o que é bom, porque te permite enfrentar a ameaça, mas se o estresse for crônico, todo dia, toda hora tua cabeça vive com mil preocupações como, por exemplo, você remoendo o pânico de procurar emprego, o marido que nunca chega cedo em casa, seu chefe que sempre acusa erro em seus relatórios, é essa timidez que te deixa sem graça diante das pessoas. Cada um destes eventos vai produzindo cada vez mais cortisol em seu seu organismo. O que é um perigo, tanto mental como físico, pois aumenta o risco de acumulo de gordura nas paredes das artérias, eleva a pressão arterial, enfraquece os glóbulos brancos, e com isso reduz a capacidade do organismo lutar contra as doenças. Já ouviram falar das tais doenças psicossomáticas? Do psicológico afetando o corpo? Tudo começa por aí. Você passa por problemas psicológicos, traumas, se torna emocionalmente debilitado e chega uma hora que o corpo padece também.
Depois de anos de estresse o corpo começa a desmoronar: a memória vai pro brejo, o sistema imunológico fica enfraquecido, ou seja, você fica muito mais suscetível a tudo quanto é doença e nem sabe porque, hipertensão, problemas de estomago, problemas dermatológicos, dificuldades digestivas, etc.

Porque algumas pessoas não se estressam

Tem gente que passa por fortes situações, perde um ente querido, por exemplo, e ainda assim supera, claro que com dor, luto, mas consegue levar sua vida normalmente. Não é porque a pessoa não gostava desse ente querido, gostava e muito. Tem gente que vive com a agenda lotada 14 horas por dia de obrigações, coisas pra fazer, trabalho e responsabilidades, e ainda assim vive sem estresse, enquanto outros se desestruturam totalmente. Ou seja, algumas pessoas tem boa capacidade de enfrentamento e outras não tem, ou num dado momento tem boa capacidade de enfrentamento e em outro momento já vai tudo por água abaixo.
Pode ser que o estressado nem sabe qual é a fonte de estresse, isso você percebe quando não há nada de muito ruim na sua vida, mas ainda assim está morto de cansado: “aparentemente minha vida não tem nada de catastrófico, mas eu não estou bem”. A resposta é: você não dispõe de armas pra vencer o estresse.

Porque algumas pessoas são mais estressadas que outras

Você é do jeito que é, ou seja, infeliz, entusiasmado, cismado, carrancudo, pró-ativo, enfim, tanto suas qualidades como defeitos psicológicos devido a 3 fatores:
Genética. Você é assim porque recebeu gens que determinam seu estado de humor.
Ambiente, ou seja, você é do jeito que é porque aprendeu ser assim, lhe disseram pra ser assim, “menina dê a vez para as outras pessoas” aí você aprende que você nunca tem vez, que todo mundo é mais importante que você. Aprendeu porque viu exemplos de pessoas sendo assim, viu seu pai ser demitido e ficar em casa arrasado, e com isso aprendeu que não adianta lutar, o negócio é desistir. Se você teve um pai que vivia dizendo “ninguém é amigo de ninguém, todo mundo trai quando tem uma oportunidade”, claro que você vai aprender a ser inseguro, você aprende a ter uma visão negativa a respeito das pessoas e, claro que vai aplicar nos seus relacionamentos pro resto da vida, qualquer amigo ou namorado vai viver sob seu olhar desconfiado. Enfim, a vida ensina de tudo quanto é jeito.
O terceiro fator é o mais bacana:
Você é do jeito que é por sua causa mesmo. É isso aí! Você pode contar com você pra ser o que você quiser ser. Ou seja, através de atividades intencionais você pode determinar o quanto será leve, espontâneo, e feliz.
Tenho até as proporções pra cada fator. As circunstâncias da vida, o quanto você é feliz porque teve um pai legal, uma mão carinhosa, é só 10% do seu total de felicidade. A genética é um ponto decisivo, decide 50% da sua cota de felicidade, ou seja, pode ter a vida maravilhosa que for, mas 50% da sua felicidade você já nasceu com você. Tanto é que gêmeos idênticos criados separados, sob circunstâncias bem diferentes tendem a ter um patamar de felicidade bem parecido, não importa o que tenha acontecido com eles. Mas o que normalmente se deixa de lado, e é um desperdício, são os 40% restante, que é a parte que pode ser alterado por nossas atividades, nossas atitudes intencionais. Ou seja, por mais que você acha que é infeliz por causa o seu corpo, do seu trabalho, da colega que te perturba, com o casamento. Pare! você pode mudar todo seu estado de animo com muita disciplina e autocontrole pra desaprender crenças que estão te limitando.

Enfrentar os problemas

Enfrentar significa usar uma das três saídas:
1ª superar o problema,
2ª cair fora do problema ou
3ª conviver com o problema.
Ou seja, ou você elimina o problema, ou cai fora do problema, ou aprende a conviver com ele. Isso é enfrentamento. Ex: Seu casamento está sendo um problema, mas você não consegue resolver nem consegue sair do problema (não consegue se separar), e nem dá pra aprender a conviver com ele, aí sim, chegamos no estresse. Você está num beco sem saída, está estressado.
O que fazer para combater o estresse Relaxar. Fácil falar, não? “Relaxa!” Já ouviram algo assim? É irritante, mas não deixa de ser verdadeiro, pois relaxando o corpo produz mais oxido nítrico, molécula antídoto contra o cortisol.

Como relaxar

Aprendendo a flexibilizar o pensamento. Aprender a pensar racionalmente. Aprender a resolver os problemas do dia a dia. Usar o lado esquerdo do cérebro - por mais que digam que se deve desenvolver o lado direito, que é o lado das emoções e da criatividade, na realidade o lado direito é responsável pelo descontrole emocional, quando você fortalece o lado esquerdo, que é o lado da lógica, do raciocínio, da atenção e do controle das emoções, você consegue mais equilíbrio e paz de espírito. Quando você não consegue sozinho você pode contar com o trabalho do psicólogo e da psicoterapia.

Como a psicoterapia age no combate ao estresse

Tratando a ansiedade, a depressão, ou seja tratando seu estado psicológico.  Tanto a Terapia Cognitiva Comportamental como a psicanálise te ensina a identificar os pensamentos automáticos destrutivos e reavaliar sua vida. Muita gente sofre por fazer uma interpretação errada das situações do dia a dia. Por exemplo, uma pessoa se acha imprestável e sofre porque vive como se isso fosse verdade, na terapia a gente tem a possibilidade de identificar de onde vem essa idéia. Será que foi da sua criação? Será que a pessoa foi passando por situações negativas e repetitivas que foram estabelecendo esquemas negativos dentro de sua mente? O psicólogo trabalha para que essas crenças disfuncionais sejam corrigidas no que for possível.

Insegurança promove estresse

É preciso encontrar segurança interna. A pessoa segura não sente o estresse tão facilmente. Ser seguro é perceber-se forte e resistente às emoções destrutivas. Não falo da percepção de segurança falsa, aquela adquirida com pensamento positivo, aquela coisa de acordar olhar no espelho e repetir “você é lindo, forte e sua via é perfeita”, eu falo do pensamento racional, verdadeiro, que admite que haja adversidades, mas que você pode encará-las como oportunidade de crescimento, sempre aproveitando a vida como aprendizagem. Aprender é sempre muito mais interessante do que nunca errar, nunca se deparar com o chefe chato, com o namorado que enrola, o transito, a chuva, o medo, etc.

Estresse = desgaste psicológico

Quando entendemos as situações que produzem estresse passamos a entender o próprio desgaste psicológico. Estresse não é trabalhar muito e ficar cansado, isso você recupera numa noite bem dormida, o verdadeiro estresse é a “cabeça” cansada, a dificuldade em se tornar independente, a insegurança, a falta de auto-estima, o ciúme desproporcional e todas as situações onde você se sente vulnerável e incapaz de superar.

Como mudar seu próprio cérebro

Ao se manter o estressado você debilita seu próprio cérebro. Mas eu tenho boas noticias da neurociência, segundo neurocientistas nós podemos mudar nosso cérebro. Uma pessoa quem vem se sentindo estressado, de mal com a vida, irritado, depressivo, sem animo, pode mudar isso tudo de forma voluntária e intencional.

O que é mente e o que é cérebro

Cérebro é a parte física, é essa massa cinzenta que você tem aí dentro da sua caixa craniana que pesa um pouco mais de um quilo. É o tecido biológico. A mente é o resultado do funcionamento do cérebro, são os pensamentos, os sentimentos, e as emoções. É como se o cérebro fosse o hardware, e a mente o software. Mas a diferença da sua cabeça pra um computador é que seu software não pode alterar o hardware, ou seja, o programa não pode mudar a máquina, coisa que é possível entre a mente e o cérebro.
Vou explicar. Por exemplo, tem um problema no trabalho e já começa a pensar: “vou ser demitido, nunca vou conseguir as coisas, nada dá certo na minha vida”. Quando essa pessoa altera os padrões disfuncionais de pensamento, como faz a TCC, Terapia Cognitiva Comportamental, e passa a pensar diferente: “Isso é só um obstáculo, posso muito bem aprender a contornar essa dificuldade no trabalho, pesquisar novas técnicas para aplicar em meu trabalho como outras pessoas já fizeram e tiveram até promoção”. Ao desenvolver esse novo padrão de pensamento a parte do seu cérebro que gerava pensamentos obsessivos é reduzido, e a parte que gera emoções positivas aumenta. Isso prova que há uma conexão entre a região responsável pelos pensamentos e a região encarregada das emoções. Quando você muda seus pensamentos você muda seus sentimentos, e essa mudança é visível no cérebro, estruturalmente seu cérebro mudou.

Desenvolvendo Recursos Pessoais

Um dos recursos pessoais mais importantes é o senso de auto-eficácia. Auto-eficácia significa que você acredita em si mesmo, você percebe que tem condições de enfrentar ou resolver seus próprios problemas. O senso de auto-eficácia pode ser adquirido naturalmente, ou seja, os sucessos que você teve no passado te oferecem base para perceber que poderá se sair bem nas próximas situações problemáticas da vida.
Quando a pessoa fracassa em algum momento da vida tende a considerar que suas novas tentativas também vão dar em fracasso, o que não é verdade necessariamente, mas por não acreditar em si mesmo (não desenvolver o senso de auto-eficácia) nem tentará resolver o novo problema, o problema cresce, e pronto! Virou uma profecia que se auto realizou. Tanto ela achou que a coisa não daria certo que não deu mesmo. E o interessante é que ela nem percebe que foi ela que fez a coisa dar errado, foi sua falta de iniciativa de pelo menos tentar.
Quanto mais fraco for o senso de auto-eficácia de uma pessoa, menos ela vai enfrentar os problemas e mais estressada ficará. Auto-eficácia é como uma lupa, se você a usar direito você vai usar a lente de aumento e verá tudo de forma mais clara, tudo maior, mas se usar a lupa do lado contrário tudo fica muito difícil de ver. Auto eficaz é a pessoa que vê sua capacidade com a lente de aumento, e olha para os problemas com o lado que diminui. O estressado já olha os problemas pela lente de aumento, e mesmo sendo problemas pequenos ele os vê como insolúveis, insuperáveis.
Mesmo que a pessoa não tenha adquirido este senso naturalmente com a vida, ainda assim é possível desenvolve-lo através do trabalho do psicólogo, em psicoterapia.

Conclusão

Você pode treinar para se sentir melhor, independente do que esteja acontecendo na sua vida. O seu cérebro vai acompanhar esse treino e vai se alterar. Você vai funcionar diferente. Quer ver um exemplo. Monges budistas, que treinam meditação muito intensamente trabalhando a compaixão tem a parte do cérebro responsável pela empatia e pelo altruísmo bem aumentada, esse é o lado esquerdo do cérebro.
As conexões entre as células nervosas ficam mais fortes, é como quando você faz musculação, as conexões entre as fibras do músculo do seu braço ficam mais fortes. Mudar os pensamentos é como fazer musculação no seu cérebro. É possível aumentar o seu bem estar por meio de treino mental. A palavra chave é intenção, você pode mudar se trabalhar intencionalmente pra essa finalidade.
A decisão de ser feliz está em suas mãos. O estado mental pode estar sob nosso controle. Ele pode ser mudado com treinamento. A psicologia  está estudando quais exercícios mentais diminuem o sofrimento e eu sou uma das maiores entusiastas destes estudos .
Conte com um psicologo para realizar as mudanças que você precisa.



estressado

Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para o  Portal Minha Vida



Como lidar com o estresse



- Apesar de o estresse ser gerado por situações externas, a pessoa pode aumenta-lo com sua forma de encarar os fatos? Como?

Psicólogo: Claro. A psicologia cognitiva estudou muito este fator e deixou bem claro aquilo que os filósofos já diziam “O problema não é o que acontece contigo, o problema é como você lida com o que acontece contigo”. Ou seja, as pessoas que tem tendência a catastrofizar – ver as coisas de forma muito pior do que  realmente são – sofrem muito mais com os eventos estressantes.
Quem tem uma auto imagem muito frágil, sofrerá mais danos emocionais do que uma outra pessoa que passou pelas mesmas situações estressantes.

- Saber identificar os fatores estressantes do seu dia a dia é importante para lidarmos com o estresse? Por quê?

Psicólogo: Sim, pois assim podemos sair fora deles ou na pior das hipóteses buscar mais forças para enfrenta-los. Por exemplo, ao identificar uma situação de estresse que está por vir podemos, quando possível, aprender a dizer “não” a compromissos que só sobrecarregarão ou nos prepararmos com exercícios físicos ou relaxamento para encarar os eventos estressantes.

- Existem fatores de estresse que são mais difíceis de serem reconhecidos? O que poderia causar essa dificuldade?

Psicólogo: Sim, algumas vezes não nos damos conta de alguns fatores estressantes por considerarmos nossa obrigação realizações que na verdade não são de nossa alçada. Como por exemplo, considerar que devemos resolver os problemas de cada parente ou amigo que chega com suas estórias complicadas para serem resolvidas – devemos considerar que muitas vezes ajudamos mais apenas ouvindo.

- Todos os fatores estressantes podem ser resolvidos simplesmente? Como lidar com os que não podemos simplesmente eliminar de nossas vidas (como alguém da família, um chefe, etc...)?

Psicólogo: Para todo problema há 3 formas de lidar:
- Soluciona o problema
- Cai fora do problema
- Aprende a viver com ele
Sendo assim, quando não há como eliminar nem solucionar a saída é aprender a viver com ele, ou até melhor aprender a viver apesar do problema.

- Escrever um diário pode ser uma forma positiva de lidar com o estresse? Colocar as situações no papel ajuda a encará-las de forma diferente?

Psicólogo: Se a intenção for ver o problema de outros ângulos pode ajudar, mas tomem cuidado para que o diário não se transforme em uma forma de “ruminar” e intensificar a raiva e o problema.

- E o fato de escrever e expressá-las também pode trazer insights de formas para resolvê-las?

Psicólogo: Sim, é possível, mas é preciso escrever com esta disposição e não repetir e repetir o problema até ele fazer parte de sua vida eternamente.

- Esse diário precisa ser feito em papel e caneta, ou pode ser digital? Muda alguma coisa no tipo de plataforma?

Psicólogo: Não. Há pessoas que simplesmente esqueceram como se escreve com caneta, não há diferença.

- O que a psicologia encara como pensamentos tóxicos? Eles são comuns em pessoas estressadas?

Psicólogo: São as ruminações – repetições intensas referente ao que não gosta e do que não consegue fazer.

- De que forma esses pensamentos pioram o estresse?

Psicólogo: Dão a sensação de impotência pois engrandecem o problema.

- Como o estressado pode mudar esses padrões de pensamento?

Psicólogo: De forma deliberada procurando flexibilizar o pensamento. Ou através da psicoterapia onde o psicólogo o ajudará a encontrar novas formas de ver o mesmo panorama.

- Se mais assertivo pode ajudar a reduzir fontes de estresse e até a lidar melhor com elas? De que forma?

Psicólogo: Sim, saber falar “não” na hora certa, para apessoa certa e da forma certa dá muito resultado.

- O que a pessoa pode fazer para se tornar mais assertivo?

Psicólogo: Treinar sempre sua mente, ser elegante e não considerar que ser agressivo é o mesmo que ser assertivo.

- Todo mundo consegue se expressar bem com as palavras? De que outras formas os nossos sentimentos podem ser expressos?

Psicólogo: . Gosto muito da expressão através de palavras, há pessoas que recebem gestos maravilhosos todos os dias de uma certa pessoa mas acabam considerando uma pequena palavra de outra pessoa.

- Quais os benefícios da arteterapia para o estresse?

Psicólogo: Relaxamento, capacidade de mudar o foco e pensar em outra coisa para dar chance de renovar os pensamentos e desenvolvimento da capacidade de perceber-se como produtivo.

- Existem outras terapias que ajudem o estressado a se expressar de formas diferentes da arteterapia?

Psicólogo: Toda terapia ajuda, mas a terapia Cognitiva comportamental tem um trabalho bem focado na mudanças dos padrões de pensamento.

- De que forma o humor e a terapia do riso podem ajudar a lidar com o estresse?

Psicólogo: Quando você ri seu cérebro interpreta o ato como alegria, mesmo que de inicio você não se sinta alegre, com a repetição do comportamento de riso seu cérebro lhe ofertará o sentimento de alegria.

- Existem tipos de humor melhores para serem desenvolvidos pelas pessoas estressadas? Sarcasmo e ironias são tipos bons ou ruins?

Psicólogo: . Sarcasmo e ironia nunca foram humor saudável, são comportamentos agressivos puros. As pessoas passivas agressivas que tem este comportamento.

- As falhas de comunicação entre o estressado e as outras pessoas pode gerar mais estresse?

Psicólogo: O estresse dificulta o bom elaborar de pensamentos e assim a expressão dos pensamentos fica comprometida. Sem conseguir dizer o que se quer da forma que se quer não há como obter entendimento interpessoal.

- Entender melhor como você deve se comunicar com cada tipo de pessoa é importante para evitar estresse e lidar melhor com as situações?

Psicólogo: Sim, cada pessoa pede uma forma de expressão. Para uns remos que ser práticos, para outros objetivos. Quanto mais desenvolvermos esta sensibilidade mais eficientes seremos.

- Saber administrar o tempo melhor pode ajudar a reduzir fatores estressores? Por quê?

Psicólogo: Sim, saber priorizar o que  realmente merece é de grande valia.

- Normalmente, quais as dificuldades mais comuns dos estressados ao lidar com administração do tempo?

Psicólogo: Os estressados não conseguem obter uma visão “panorâmica” de sua situação atual e assim não conseguem organizar oq eu deve ser feito primeiro ou quanto tempo usr em cada tarefa.


Fonte: MarisaPsicologa.com.br