Por Breno Figueiredo
Psicoterapia, Yoga, Massoterapia, Psicanálise, Acupuntura, Medicina Tradicional, Medicina Alternativa, a lista é imensa.
Existem incontáveis maneiras de buscar a resolução de problemas emocionais, buscar saúde e restaurar o equilíbrio físico e mental. Ao buscar algum desses tratamentos, geralmente sondamos pessoas de confiança a respeito da eficácia do método que pensamos em escolher. Nessa busca, é muito comum encontrar defensores e críticos fanáticos de cada opção, criando insegurança e dificultando nossa decisão.
Nessa hora, precisamos de calma para recordar três elementos: Tipo de tratamento – Cliente – Profissional/Profissionais envolvidos. Cada um de nós possui valores, referências culturais, crenças e padrões estéticos particulares. É preciso observar qual método possui mais afinidades conosco. Um ateu ferrenho tentando aliviar suas angústias e amadurecer suas emoções com terapia de vidas passadas é como aprender a mergulhar sem entrar na água. Xamãs entoam cânticos que de fato auxiliam partos difíceis em suas tribos, mas dificilmente o mesmo Xamã seria útil durante qualquer cesariana em um hospital urbano. Buscar diferentes culturas e estilos de vida é ótimo, mas, quando estamos sofrendo, diferenças culturais provavelmente serão fortes barreiras no tratamento.
Depois de escolher o tipo de tratamento, só após um tempo será possível avaliar a qualidade da interação entre profissional e usuário. Problemas no tratamento não significam necessariamente que o profissional é ruim, podem ser indicadores de falta de afinidade entre as pessoas envolvidas. Não podemos avaliar somente em gráficos e tabelas nossas emoções e saúde, fato que reforça o peso da interação entre profissional e usuário em todo o processo.
Portanto, ao buscar qualquer apoio para questões envolvendo saúde e emoção, precisamos desconfiar dos críticos ou defensores apaixonados. Afinal, terapia pode ser uma caixinha de surpresas, mas não é futebol.



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