Uma das histórias mais pavorosas conta que era
prática corrente no hospital o método de “desencarnar” os mortos, o que
consistia em colocá-los em tonéis com ácido para tirar-lhes a carne e vender os
esqueletos às faculdades de medicina. Muitos internos participavam dessa função,
“desencarnando” seus colegas mortos e muitas faculdades de medicina, em todo o
Brasil, compravam os cadáveres de Barbacena para abastecer seus laboratórios de
anatomia.
Os mais rebeldes ou
aqueles que cometiam algum ato considerado pelos funcionários como insubmissão
eram mantidos presos em celas gradeadas, algemados pelos pés e mãos, contidos
por várias técnicas e métodos diferentes. Passavam por sessões de eletrochoque,
das quais saiam mortos ou com dentes e ossos quebrados.
O hospital possuía um centro cirúrgico no qual
eram realizadas as psicocirurgias, como a lobotomia, mais apropriadamente
chamada de leucotomia. Esse procedimento leva a um estado de sedação, com baixa
reatividade emocional dos pacientes, considerado como eficaz para a melhoria dos
sintomas externos da doença psiquiátrica.
Em 1979, o conhecido psiquiatra italiano Franco
Basaglia visitou o Hospital Colônia de Barbacena e o comparou aos campos de
concentração nazistas de Adolf Hitler.

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